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Seleção Brasileira de Futebol

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Seleção Brasileira de Futebol
Seleção Brasileira de Futebol.jpg
Seleção Brasileira de Futebol
Dados
Associação: Confederação Brasileira de Futebol
Confederação: CONMEBOL (América do Sul)
Material Desportivo: Nike
Treinador: Luiz Felipe Scolari
Capitão: Thiago Silva
Artilheiro: Pelé (95)
Conquistas
Copa do Mundo: 19 participações
1958
1962
1970
1994
2002
Copa das Confederações: 1997
2005
2009
2013
Copa América: 1919
1922
1949
1989
1997
1999
2004
2007

A Seleção Brasileira de Futebol é gerida pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) que representa o Brasil nas competições internacionais do esporte. É a seleção mais bem-sucedida de futebol da história das Copas do Mundo, tendo participado de todas as edições da Copa do Mundo da FIFA e tendo saído vitoriosa em cinco delas, (1958, 1962, 1970, 1994, 2002). Um lema comum da seleção nacional do Brasil é: os ingleses o inventaram, mas os brasileiros o aperfeiçoaram.

HistóriaEditar

PrimórdiosEditar

A Seleção Brasileira fez sua primeira partida contra o Exeter City da Inglaterra, no campo do Fluminense, em 27 de Julho de 1914. Felizmente, os brasileiros conquistaram uma vitória por 2 a 0, com o primeiro gol sendo marcado por Oswaldo Gomes, do próprio Fluminense.

O Brasil é a única nação a ter se classificado para todas as edições da Copa do Mundo. Contudo, as participações iniciais do país estavam longe de serem bem sucedidas. Isso se deve à disputa interna do futebol brasileiro sobre o profissionalismo. Esse fato fez com que a Confederação Brasileira de Futebol fosse incapaz de convocar times com a força total. Em particular, disputas entre as federações estaduais de São Paulo e do Rio de Janeiro (as duas mais importantes da época) significavam que a seleção seria composta por jogadores vindos de apenas uma das federações.

1950: O MaracanazoEditar

Em 1950, o Brasil sediou a copa do mundo, o único torneio a acontecer após a 2ª Guerra Mundial. O torneio de 1950 foi único por não ter uma única final, mas ao invés disso, um quadrangular final. Contudo, para todos os fins, o jogo decisivo entre Brasil e Uruguai serviu como "final" do torneio. A partida foi jogada no estádio do Maracanã no Rio de Janeiro (então capital do país), e foi assistida por aproximadamente 200.000 pessoas. Apesar do forte time formado pelos vascaínos do expresso da vitória e da vantagem do empate, a seleção brasileira perdeu por 2 a 1 de virada com um gol de Alcides Ghiggia. Desde então, esse dia ficou conhecido na América do Sul como "o Maracanazo".

Era de Ouro: Pelé e Garrincha (1958–1970)Editar

1958: O Primeiro Título MundialEditar

Em 1958, o técnico do Brasil, Vicente Feola, impôs regras estritas para a equipe na copa do mundo da Suécia. Os jogadores receberam uma lista de quarenta coisas que eles não tinham permissão para fazer, incluindo usar chapéu ou guarda-chuva, fumar enquanto vestiam o uniforme oficial e conversar com a imprensa fora dos locais designados.

Infelizmente para Feola, o Brasil caiu no grupo mais difícil da competição, formado por, Inglaterra, Áustria e a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas. Os brasileiros bateram a Áustria por 3 a 0 na primeira partida e empataram em 0 a 0 com a Inglaterra na segunda. Assim veio a preocupação na partida final contra os soviéticos, que tinham um físico excepcional e o goleiro Lev Yashin, considerado por muitos o melhor goleiro de todos os tempos. Sendo assim, a estratégia da seleção brasileira era arriscar no começo do jogo para tentar marcar um gol logo no início. Antes da partida, os líderes do time, Bellini, Nílton Santos e Didi, falaram com o técnico e o persuadiram a fazer três substituições que seriam cruciais para o Brasil ganhar dos soviéticos e a Copa: Zito, Garrincha e Pelé começariam o jogo contra a União Soviética. No apito inicial, eles passaram a bola para Garrincha que passou por três jogadores antes de acertar a trave com um chute. Vendo que tudo estava dando certo, mantiveram a pressão sem descanso, e após três minutos que mais tarde seriam chamados de "os três minutos mais grandiosos da história do futebol", Vavá deu ao Brasil a liderança no placar. Por fim, a seleção ganhou por 2 a 0.

Pelé marcou o único gol da partida das quartas-de-final contra o País de Gales, e posteriormente bateu a França por 5 a 2 nas semifinais. Os brasileiros bateram os donos da casa, Suécia, na final por 5 a 2, e ganharam sua primeira Copa do Mundo.

Um fato lembrado, foi que Feola algumas vezes tirava sonecas durante os treinamentos e fechava os olhos durante os jogos, dando a impressão que ele estava dormindo. Devido a isso, Didi algumas vezes era tido como o verdadeiro técnico do time, já que ele comandava o meio de campo da seleção.

1962: O BicampeonatoEditar

Na Copa do Mundo de 1962, o Brasil conseguiu seu segundo título com Garrincha como a grande estrela, fazendo gols de cabeça e também de perna esquerda e ainda jogando com febre a final, especialmente após Pelé ter se machucado no segundo jogo e estar impossibilitado de jogar pelo resto da Copa do Mundo.

1966: O FracassoEditar

Na Copa do Mundo de 1966, a preparação do time foi afetada por influências políticas. Todos os grandes clubes do futebol brasileiro queriam seus jogadores incluídos na equipe brasileira, para lhes dar mais exposição. Nos meses finais da preparação, o técnico Vicente Feola estava trabalhando com 46 jogadores, na qual apenas 22 iriam para a Inglaterra; isso causou muitas disputas internas e pressão psicológica. O resultado foi que, em 1966, o Brasil teve uma das piores performances em todas as Copas do Mundo. Além disso, a derrota para a Hungria representou a única derrota de Garrincha com a camisa da seleção.

1970: O TricampeonatoEditar

Antes da Copa do Mundo de 1970, houve um amistoso no dia de 3 de Setembro de 1969 contra o Atlético Mineiro e a futura seleção campeã de 1970 fora derrotada por 2x1. Depois do ocorrido, foram proibidos jogos amistosos de equipes brasileiras com a seleção.

O Brasil ganhou sua terceira Copa do Mundo no México na Copa do Mundo de 1970. Naquela ocasião, colocou em campo o que foi considerado, segundo uma pesquisa global com especialistas, realizada pela revista inglesa World Soccer, a melhor equipe de futebol de todos os tempos, com Pelé, em sua última edição de Copa do Mundo, Carlos Alberto Torres, Jairzinho, Tostão, Gérson, Piazza, Clodoaldo e Rivelino. Após ganhar a Taça Jules Rimet pela terceira vez, o Brasil pôde mantê-la para si. Porém, ela foi roubada e derretida anos mais tarde. Infelizmente a conquista do tricampeonato foi posta pelo governo brasileiro como uma conquista do regime militar. Na época, o Brasil tinha como presidente Emílio Garrastazu Médici, um dos líderes mais cruéis da ditadura militar.

Década de 1980Editar

Depois da conquista do tricampeonato, a seleção passaria 24 anos sem conquistar uma Copa do Mundo.

1982: Paolo Rossi Acaba com o BrasilEditar

Em 1982, a seleção brasileira era uma das favoritas para ganhar a Copa do Mundo. A equipe contava com jogadores consagrados como Zico, Sócrates, Falcão e Júnior. Entretanto, foi batida pela surpreendente Itália de Paolo Rossi. Na ocasião, o atacante da Juventus marcou três gols e eliminou a seleção canarinho.

Década de 1990Editar

1994: O TetracampeonatoEditar

Em 1994, o Brasil não era tido como favorito. Um ano antes, nas eliminatórias, havia se classificado com dificuldades, graças à ajuda de Romário, que foi até apelidado de São Romário. Já na copa disputada nos Estados Unidos, o time de Carlos Alberto Parreira era considerado defensivo demais, o que contrariava o estilo do futebol brasileiro. No decorrer da competição, todavia, o Brasil foi ultrapassando barreiras e se classificando para as fases seguintes. Se tornou o primeiro de seu grupo na primeira fase, depois de empatar com a Suécia e vencer Camarões e Rússia. Nas oitavas-de-final da copa, eliminou a seleção dos Estados Unidos em pleno dia 4 de Julho. Nas quartas-de-final, em um jogo emocionante, eliminou a Holanda e, nas semifinais, voltou a encontrar -se com a Suécia, despachando o selecionado do país escandinavo. Na final, derrotou a Itália nos pênaltis, após um empate no tempo normal e na prorrogação. Passaria assim a ser a primeira seleção a conquistar quatro copas do mundo e a primeira a conquistar o título através da cobrança de penalidades máximas.

1998: A Derrota Para os Donos da CasaEditar

Em 1998, a seleção brasileira era considerada uma das favoritas, muito pelo título em 1994. No entanto, o então melhor jogador do mundo, Zinédine Zidane massacrou a seleção brasileira que saiu com uma derrota por 3 a 0.

Década de 2000 à 2010Editar

2002: O PentacampeonatoEditar

A seleção brasileira teve problemas para se classificar: troca de técnicos (Vanderlei Luxemburgo, Candinho, Emerson Leão e Luiz Felipe Scolari) e pouco tempo para treinos atrapalharam a campanha. Outra vez a seleção não era vista como favorita. E, outra vez, acabou surpreendendo bastante. Na Copa do Mundo de 2002, Ronaldo foi convocado, o que gerou muitas dúvidas se realmente tinha condições de jogar, pois estava dois anos parado, por problemas de contusão. Porém, na copa, o atacante teve grandes atuações e ajudou os brasileiros a conquistarem pela quinta vez a Copa do Mundo.

2006-2010: Em Busca do HexaEditar

Com o bom desempenho nas Eliminatórias da Copa do Mundo de 2006, o Brasil continuou sendo o único país a se classificar para todos os mundiais, além de já ser o que mais vezes foi campeão (cinco).

Depois do fracasso do Brasil na Copa do Mundo de 2006, onde a Seleção não demonstrou o futebol esperado e sucumbiu de forma vexatória para a França, fracassando no sonho de obter o hexacampeonato mundial de futebol, em 24 de julho de 2006, Parreira foi demitido, e Dunga foi anunciado como o novo treinador, numa tentativa da CBF de dar uma resposta às pesadas críticas por parte da torcida e da imprensa. Esta troca se deu em função da imagem de luta e garra que Dunga, enquanto jogador, sempre fez questão de demonstrar, contrapondo-se à imagem de falta de comando e profissionalismo, que foi criada de seu antecessor na campanha fracassada de 2006.

Na Copa do Mundo de 2010, a seleção brasileira chegou como uma das favoritas ao lado da seleção espanhola. No entanto, a equipe fracassou na quarta-de-final contra a Holanda, numa partida traumática onde Felipe Melo foi expulso por agressão.

Jogadores FamososEditar

Os jogadores que aparecem no Anjos Barrocos do Museu do Futebol Brasileiro:

  • Bebeto
  • Carlos Alberto Torres
  • Didi
  • Djalma Santos
  • Falcão
  • Garrincha
  • Gérson
  • Gilmar
  • Jairzinho
  • Julinho
  • Nilton Santos
  • Pelé
  • Rivaldo
  • Rivelino
  • Roberto Carlos
  • Romário
  • Ronaldinho
  • Ronaldo
  • Sócrates
  • Taffarel
  • Tostão
  • Vavá
  • Zagallo
  • Zico
  • Zizinho

Os jogadores com Menção honrosa no Museu do Futebol Brasileiro na seção Heróis:

  • Domingos da Guia
  • Leônidas

 

SeleçõesEditar

UniformeEditar

Desenho de Aldyr Schlee
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Até 1950, a o uniforme da seleção brasileira era todo branco. Após o terrível "Macaranazo", o então uniforme passou a ser visto como um símbolo da má sorte por todos os brasileiros. Visto isso, em 1953, houve um concurso de desenho realizado pela CBD, (Confederação Brasileiras de Desportos) ao qual vários artistas se inscreveram a fim de encontram um novo uniforme para o Brasil. A ideia do concurso era por as quatro cores da bandeira brasileira no uniforme (azul, verde, amarelo e branco). Vendo que todas as cores juntas na camisa ficariam esquisitas, Aldyr Schlee, na época com apenas 19 anos, o vencedor do concurso, distribuiu as cores pelo uniforme. Desenhou a camisa amarelo com detalhes verdes, o calção azul com detalhes brancos, e os meiões brancos.

CuriosidadesEditar

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